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Este texto faz parte de uma Plataforma pessoal da actividade académica no mestrado de design de comunicação e novos media / FBAUL / 2013-2014.

“O hipertexto não nasceu com a Internet. Há quem lhe reconheça uma origem tão antiga quanto o texto da tradição hebraica do Talmude. Mas a nova linguagem da web permitiu explicitar ligações que, ou permaneciam puramente mentais, ou não tinham ainda encontrado o instrumento técnico capaz de protagonizar e acelerar percursos que, no espaço da rede, ganharam uma dimensão ilimitada. O hipertexto tal como ele se constitui na sintaxe da internet, tornou-se um processo determinante para a investigação em todas as áreas e para as novas formas de comunicação do saber, não apenas em termos de velocidade mas também no que diz respeito aos próprios modos e objetos de investigação. Reconfigurando um universo de saber que, pelas suas próprias modalidades de transmissão, aspira a uma totalidade  sempre em aberto, sempre em expansão, o hipertexto exacerba e leva aos últimos limites o projeto da enciclopédia.”1

No mundo altamente tecnológico em que vivemos hoje, não é de todo invulgar ouvir dizer que os livros impressos estão condenados ao passado e às bibliotecas. Com o aparecimentos de novas tecnologias e novos interfaces de leitura digital, os livros impressos tornam-se quase que obsoletos aos olhos de geração enraizadas na cultura digital.  É a partir destas novas tecnologias e da interatividade implícita nas mesmas, que se desenvolve um novo tipo de conceito literário: a literatura hipertextual. Este novo tipo de narrativa destaca-se sobretudo pela sua não-linearidade, ou seja, é um objecto de leitura mais flexível onde não há uma imposição ou ordem de leitura pré-determinada pelo autor da obra, dando aso a variadíssimas interpretações. Destacam-se nomes como Jorge Luís Borges, James Joyce, Italo Calvino entre outros.

É com a passagem do livro impresso para o digital que as obras destes autores vai aumentar numa rede de conectividade e hiperlinks onde não existem hierarquias textuais, que permitem ao leitor ter novas sensações com a sua leitura.  Citando Carolyn Guyer e Martha Petry “This is a new kind of fiction, and a new kind of Reading. The formo f the texto is rhythmic, looping on itself in patterns and layers that gradually accrete meaning, just as the passage of time and events does in one’s lifetime. Trying the textlinks embedded within the work will bring the narrative together in new configurations, fluid constellations formed by the path of your interest. The difference between sailing the islands and standing on the dock watching the sea. One is not necessarily better than the other.”2

Robert Coover, autor e professor de literatura americano, questiona a longevidade do livro impresso em 1992, face aos recentes avanços tecnológicos da época. O seu interesse pelo hipertexto leva-o a leccionar um curso sobre o mesmo assunto. Numa primeira abordagem aos seus alunos, relata Coover, depara-se com uma certa rigidez e conservadorismo por parte dos mesmos, o que demonstra – concluímos agora – o quão enraizada e inflexível estava a literatura linear na sociedade, assim como, o quanto embrionária era (e de certa forma ainda o é) e ideia e a literatura hipertextual no meios digitais.  No seu texto “The End Of Book” Coover sublinha as necessidades de tanto escritores assim como leitores, focarem-se na estrutura da narrativa, esta que deverá ser multidireccional e labiríntica, ao invés de se focarem apenas em aflorados literários. É de salientar o facto deste autor ter sido um dos primeiros a leccionar sobre o assunto, e deste texto ter sido escrito numa fase ainda frágil da matéria hipertextual. Denota-se por parte do autor uma vontade experimentar relativamente à tecnologia e ao hipertexto, como forma de estender a mente, sensações e conhecimento humano. É nesta extensão do próprio homem que encontramos o artista Bill Viola, este que percepciona o mundo como um todo que precisa apenas de ser desconstruído de forma a conhecermos.

“Possivelmente o facto mais surpreendente sobre a nossa existência natural é o facto desta ser contínua: é como um fio inquebrável – estamos a viver este mesmo momento, desde que fomos concebidos. É a memória que nos dá a impressão de uma vida constituída por certas peças, partes ou períodos fundamentais. A memória é assim considerada como um filtro básico à nossa sobrevivência. Recentemente a habilidade de esquecer tornou-se valiosa.”3

Bill Viola questiona a época em que está inserido, uma época em que a informação começava a ser demasiada e não filtrada (1982) onde a aceleração impõe-se como uma constante sendo a tão valorizada memória substituída por artifícios computacionais que rapidamente calculam algoritmos, máquinas de filmar compactas que sofregamente tudo registam assim como a rede e as grandes bases de dados. Viola questiona através da sua maior área de interesse, o vídeo, os meios do Homem fazer as suas construções mentais. Apoiado de certa forma na evolução tecnológica, Viola afirma que nós só percepcionamos o presente, não conseguindo ter uma visão atemporal da nossa existência e do mundo em que estamos inseridos, o que faz com que não consigamos ter a noção total de conhecimento puro – mesmo quando este já existe. Viola afirma que o conhecimento total já está formulado. Questionando o conceito ocidental de educação – que se baseia na ideia de construir algo a partir do nada – o autor propõe um método de pensamento que é de todo influenciado pela tecnologia, (esta que é tida como uma metáfora): o todo é a soma das partes, ou seja, um sistema subtrativo onde analisamos primeiramente o todo e posteriormente passamos à desconstrução e analise do particular.

Este sistema é claramente uma analogia à maneira de processar informação de algumas tecnologias. O autor utiliza tal analogia como uma forma de incitar os artistas a ser os conhecedores do Todo, que escapa ao homem ordinário.  No seu texto “Will There Be Condominius In Data Space?” Viola age como um catalisador que pretende desvendar os segredos do transcendental de forma a conseguir analisar o Todo Criaccional. É numa dança constante entre a tecnologia, o ser e estar, a arte e o homem na sua plenitude, que ambos os autores se questionam numa tentativa ne aproximar o homem da máquina mas acima de tudo numa tentativa de aproximar o Homem de Si mesmo.

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1.”Enciclopédia e Hipertexto” Edição de Olga Pombo, António Guerreiro e António Alexandre, 2006 Edições Duarte Reis e Projecto

2.”The End Of Books” Robert Coover, originalmente publicado em “The New York Times Book Review” 21 Junho de 1992

3.”Do Manuscrito ao Hipertexto” Flora Sussekind e Tânia Dias, 2004 Rio de Janeiro, Edições Casa de Rui Barbosa

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“Enciclopédia e Hipertexto” Edição de Olga Pombo, António Guerreiro e António Alexandre, 2006 Edições Duarte Reis e Projecto

“The End Of Books” Robert Coover, originalmente publicado em “The New York Times Book Review” 21 Junho de 1992

“Do Manuscrito ao Hipertexto” Flora Sussekind e Tânia Dias, 2004 Rio de Janeiro, Edições Casa de Rui Barbosa

“Revista Binário” 187, Abril de 1974 _texto “O Design e o Computador” por George Nees

“Will There Be Condominiums In Data Space?” Bill Viola, originalmente publicado em “Reason for Knocking an Empty House” MIT Press 1995

Este texto faz parte de uma Plataforma pessoal da actividade académica no mestrado de design de comunicação e novos media / FBAUL / 2013-2014.

“The eye you see isn’t an eye because you see it; it is an eye because it sees you.”1

“Como carregamos uma imagem de nós próprios baseada nos princípios letrados da Renascença, não conseguimos reconhecer que as tecnologias electrónicas, do telefone à realidade virtual, estendem o nosso ser físico muito para além dos limites da pele”2

Em 1966 Billy Kluver, Robert Rauschenberg, Robert Whitman e Fred Waldhauer ao criarem o grupo Experiments in Art and Technology (E.A.T.), quebraram de certa forma com a dicotomia arte e tecnologia ainda muito presente na sociedade de então, para tornar o Homem (e o acto mais puro que deste advém, o acto de criar) e a máquina num só. A arte e tecnologia unem-se aqui numa tentativa de ser uma extensão do próprio Homem, e como parte deste penetrar no etéreo entendimento do mundo. Billy kluver no seu texto “The Garden Party” explica-nos a relação entre o artista e a tecnologia, baseando-se numa obra de arte (“Homage to New York”) criada pelo mesmo com Jean Tinguely, artista plástico.

Em “Homage to New York” ambos criam uma obra de arte mecanizada que se auto-destrói, criando assim uma conexão directa entre o acto criativo e tecnológico do artista e do cientista, e o acto receptivo do público, quebrando com a noção de temporalidade tão imposta pelos museus (“The art of the museu mis related to a past time that we cannot see and feel again… L’art éphémère, on the other hand, creates a direct connection between the creative act of the artista and the receptive act of the audience, betwenn the construction and the destruction”3). Para Kluver assim como para Tinguely, um factor a valorizar é o público e a interacção real deste com a obra de arte, aspecto primeiramente abordado pelo artista Roy Ascott. É escrevendo também sobre o “Pepsi Pavilion” criado pelo grupo E.A.T. que Kluver destaca uma vez mais a importância da participação do espectador no ambiente artístico criado, destacando assim a importância da tecnologia como aproximadora do Homem com Real: “O artista pode assim auxiliar-se de áreas da ciência de forma a ter um entendimento mais concreto do mundo envolvente e dos processos interativos e complexos de comunicação”4.

Por sua vez, já em 1977 Alan Kay e Adele Goldenberg propõem criar um outro tipo de relação entre o Homem e a Tecnologia, ao idealizarem o “computador pessoal”. No texto escrito por ambos “Personal Dynamic Media” os autores projectam o computador pessoal como uma ferramenta que extende os sentidos do seu utilizador, fazendo com que seja este mesmo utilizador (que podia ser uma criança, um empresário ou até uma dona de casa) a gerir a sua própria rede de conhecimento de acordo com os seus interesses. Os autores idealizam este computador com uma série de características até à data inovadoras e relevantes, tais como o facto de existirem diferentes tipos de fontes que facilitavam a leitura dos textos e o facto de ser possível editar os textos em questão adicionando informação; contudo o aspecto salientado no texto profético, como algo de realmente inovador (apesar de hoje nos parecer óbvio) seria a capacidade  de dar aso à criação artística através deste interface (“Suppose it had enough power to outrace your senses of sight and hearing, enough capacity to store for later retrieval thousands of page-equivalents of reference materials, poems, letters, drawings, animations, musical scores, and anything else you would like to remembre and change”5).

Em forma de conclusão, é de salientar a perspicácia destes cientistas e artistas, em trazer à tona uma faceta mais pura quase que sensível da tecnologia, fazendo uma simbiose da mesma com a arte e tornando  a tecnologia mais pessoal e confidencial, abrindo horizontes e complementando áreas do saber até então negligenciadas.

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1. António Machado citado por Derrick Jensen em “Welcome to the machine” Chelsea Green Publishing 2004, Canada

2. Derrick de Kerckhove em “A Pele da Cultura” Relógio D’Água Editores1977, Lisboa

3. Billy Kluver em “The Garden Party” em Zero1 1961 NY

4. Luísa Brito em https://lmbbrito.wordpress.com/2013/10/31/post-1/ (visitado a 05-11-2013)

5. Alan Kay e Adele Goldenberg em “Personal Dynamic Media” Março de 1977

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Derrick Jensen “Welcome The Machine” Chelsea Green Publishing 2004, Canada

Derrick de Kerckhove “A Pele da Cultura” Relógio D’Água Editores1977, Lisboa

Joke Brouwer “Art and D” V2 Publishing 2005, Roterdão

Alan Kay e Adele Goldenberg “Personal Dynamic Media” Computer 10 Publishers, 1977

Billy Kluver “The Garden Party” Zero1 Publishers 1961, NY

“(…)Mas a necessidade de responder implica-se na necessidade de perguntar. Assim se prefere uma resposta que nada responda, ao não responder. (…) Se uma criança pergunta “o que é”, não é decente responder-lhe “cala-te” ou “são línguas de perguntador” porque é talvez mais humano dizer-lhe com doçura uma mentira, se a pergunta é de mais. Mas não sejas em adulto a doçura e a mentira com a criança que ficou em ti, e nem mandes calar. Dá apenas à criança que em ti ficou a resposta do adulto que já és. Mesmo que digas não sei.” (in Pensar, Vergílio Ferreira)

Curiosidade. A história da humanidade é pautada pela curiosidade do Homem, qualidade intrínseca à sua natureza pensadora. Da curiosidade nasce a dúvida, filha da razão pura irmã do pragmatismo. Da vontade de Ser e Ter vem a Liberdade, ou a vontade de experimentar verdadeiramente a Liberdade.

O século XX ficou sobretudo conhecido por ser um século de grandes transformações sociais, politicas, culturais, filosóficas e tecnológicas. O  Homem deste século, atemorizado, mesmo que inconscientemente, com as duas grandes guerras questiona e julga todas as formas de poder estabelecido, lutando por uma sociedade utópica onde o equilíbrio dos sistemas é mantido pelas pessoas, livres de qualquer sistema ou instituição que as controle. É no século XX que o Homem questiona o próprio Homem e os seus desígnios na Terra.

A busca do Homem pela Liberdade torna-se assim neste século, numa interpretação moderna e invertida da “Divina Comédia” começando no Paraíso tecnológico, passando pelo purgatório político e acabando num inferno social.

Adam Curtis retrata em “All Watched Over By Machines Of Loving Grace” a alegoria entre o Homem e a tecnologia, numa relação incerta na qual o Homem, ser dominante, não sabe o que pensar e que posição tomar relativamente à máquina: possuir ou ser possuído, eis a questão. É na incerteza que o Homem vai lidar com a tecnologia, sem nunca chegar a um consenso relativamente à mesma.

-Será esta evolução tecnológica demasiado para o Homem interpretar? Será prejudicial à humanidade?- perguntam-se os grandes pensadores; mas ao ver o documentário de adam Curtis fico com a noção de que não são as maquinas que estão a destruir o Homem, mas sim a ganância, que tal como a curiosidade parece que já nasceu connosco. É na ganância, na busca incessante por poder e riqueza que o Homem mostra a sua natureza animal, que tudo destrói e corrompe em prol dos seus objectivos.

Só o amor nos salvará.

Este texto faz parte de uma Plataforma pessoal da actividade académica no mestrado de design de comunicação e novos media / FBAUL / 2013-2014.

Durante as últimas décadas do século XX a tecnologia electrónica e informática avançaram a um ritmo exorbitante, revolucionando muitas áreas da actividade humana. O design gráfico não foi excepção sendo também irrevogávelmente transformado pelo desenvolvimento acelerado dos novos media.

Mas em que consiste realmente os novos media?

Através de uma leitura crítica do icónico texto de Lev Manovich1New Media from Borges to Html” percebemos que os novos media são compreendidos sobretudo como informação digital manipulada ou criada através de um computador, ou seja, todos os objectos culturais criados pelas tecnologias de informação (“New media is understood as computer-based artistic activities… New media is digital data that can be manipulated by software.”)2 tendo estes as suas próprias convenções estéticas e uma forte base cultural e histórica.

Apesar de serem inovações do inicio do século XX, os novos media vão demorar cerca de meio século a se enraizarem na cultura de massas, sobretudo devido ao rápido, quase invisível, processo de assimilação porque passam, o que consequentemente não deixa muito espaço e tempo para serem reflectidos os novos processos e interfaces de comunicação, criando assim uma lacuna teórica/conceptual no meio em que estão inseridos. Os EUA são o melhor exemplo deste atraso (em relação com a Europa) tendo em conta que só no fim do século XX é que o potencial dos novos media vai ser tido em conta e rapidamente se difunde pelas massas, como parte constituinte e essencial de uma nova maneira de pensar e comunicar o mundo.

No seu texto, Lev Manovich foca-se também na simbiose entre os novos media e as já existentes convenções culturais (The Language of New Media analyzes the language of contemporary new media as the mix between two different sets of cultural forces, or cultural conventions: on the one hand, the conventions of already mature cultural forms and, on the other hand, the conventions of computer software and, in particular, of Human-computer interaction, as they developed until now.”)3 e faz a ponte lógica entre os novos media e as correntes artísticas do inicio do século XX, estas que tiveram uma relação metafórica com os softwares de computador (“With new media, 1920s communication techniques acquire a new status. Thus new media does represent a new stage of the avant-garde. The techniques invented by the 1920s left artists become embedded in the commands and interface metaphors of computer software. In short, the avant-garde vision became materialized in a computer. For exemple, the avant-garde strategy of collage reemerged as a cut and paste command, the most basic operation one can perform on any computer data.”)4

As novas concepções estéticas  de intimidade, velocidade e espontaneidade surgem como consequência do aparecimento de novas tecnologias associadas aos novos media, tais como: câmeras digitais com maior capacidade de armazenamento e de porte fácil; o programa quicktime pela Apple, que transformou literalmente o computador num projector de filme, reinventado de certa forma o cinema.

Apesar de ser um texto sucinto e esclarecedor relativamente ao que são os novos media, o autor abstém-se parcialmente de um aspecto fulcral a tratar: as consequências político-sociais da assimilação pelas massas, dos novos media. Tendo em conta que os reflexos e as mudanças consequentes do surgimento dos novos media serem um campo importante a tratar e que de certa forma define os próprios media assim como a sociedade que os utiliza, reformulo a pergunta feita no inicio deste post: Qual o impacto político-social dos novos media?

Segundo Hans Magnus Enzensberger no seu ensaio “Constituents of a Theory of the Media”, uma das grandes vantagens dos media  é o seu poder mobilizador (“The open secret of the electronic media … is their mobilizing power.”)5 tendo em conta que os novos media tornam possível a participação activa das massas num processo de comunicação complexo e global.

Não será de todo difícil analisar, a sociedade em que vivemos, à luz dos novos media e o impacto que estes têm na mesma. Passados cerca de 40 anos desde a antevisão profética de Hans Enzensberger, e apenas 10 anos após Lev Manovich ter escrito “New Media from Borges to Html“, torna-se mais fácil perceber, com exemplos reais, a forma como as massas gerem o poder que obtêm através dos novos media. Com a massificação do uso do computador e com a generalização da Internet, temos pessoas mais informadas – até nos cantos mais recônditos do mundo- sendo também a troca de impressões culturais, sociais e políticas, próprias desta nova maneira de comunicar.

É através de uma crescente consciencialização do poder adquirido através dos novos media, que vamos presenciar a acção de grupos de pessoas organizadas, através dos novos media (ex. mais recente: Primavera Árabe) tendo estas um propósito em comum.

Os novos media estão indubitavelmente orientados para acção e não simplesmente para a contemplação como é o caso da televisão e da rádio, aparecendo na sociedade como uma ferramenta catalisadora capaz de transformar o pensamento de forma globalizada.

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1. Lev Manovich (Moscovo, 1960) é crítico de cinema e professor universitário, estabelecido nos Estados Unidos. Tornou-se sobretudo conhecido pelo seu trabalho na área dos novos media, design e estudos de software (software studies. O autor mudou-se para Nova Iorque nos anos 1980, onde realizou os seus estudos em cinema e computação.

2. Lev Manovich, New Media from Borges to HTML, Cambridge MA: The MIT Press 2003, Pg. 1

3. Lev Manovich, New Media from Borges to HTML, Cambridge MA: The MIT Press 2003, Pg. 9

4. Lev Manovich, New Media from Borges to HTML, Cambridge MA: The MIT Press 2003, Pg. 20

5. Hans Magnus Enzensberger, Constituents of a Theory of the Media, The consciousness Industry New York 1974, pg. 261